Mostrando postagens com marcador RANGO DE OGRO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RANGO DE OGRO. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Macarrão a "la Ogro"

Um Ogro perdido e esfomeado em casa talvez seja a criatura mais enraivecida e criativa que existe.
Sozinho revirei todos os locais onde é possível haver comida, como armários e freezer´s para reunir tudo e bolar um certo cardápio.
O mais importante para um Ogro sozinho não é bem a qualidade, mas a praticidade e velocidade. Mesmo porquê, qual Ogro nunca colocou uma comida no forno e dormiu no sofá enquanto esperava o ponto, quase queimando a casa toda?
Sendo, então um ítem essencial, a velocidade foi considerada no prato a seguir. Um macarrão bem simples, que até um Ogro de poucas qualidades culinárias tem a capacidade de preparar. O macarrão era o "alho e óleo".
Ora, nada mais fácil. Numa panela o macarrão com água, um pouco de sal e uma gotinha de óleo. Estando "al dente", escorre-se a água e reserva-se o macarrão.
 Numa frigideira é só colocar uma azeite,acrescentar o alho fatiado e esperar dourar. Depois é só juntar o macarrão, uma pitada de sal e majericão a gosto. Bon appetit!!
Nem tudo é tão fácil assim na cozinha do Ogro.
Primeiro coloquei a água, depois medi o macarrão, colocando um punhado numa panela, logicamente errada ( pouca profundidade ). Depois coloquei sal e, ao tentar colocar uma gotinha de óleo, descobri que só havia um restinho na garrafa, que não daria para nada. Também não havia mais azeite. Ao recorrer à geladeira, foi encontrada uma colher de manteiga, que havia sido economizada para o pão do dia seguinte, mas que, pela urgência, foi imediatamente disponibilizada.
Enquanto o macarrão cozinhava ( foi provado pelo menos 30 vezes e atirado à parede umas outras tantas ), uma frigideira foi escolhida e colocada já no fogão.
Aí recomeçou o suplício. Cadê o alho? Não tinha nada de alho... e o macarrão no fogo, depois de ser quebrado uma vez ( a contragosto, pois não cabia da panela ).
Um problema para uma mente super-hiper-power criativa. Peguei um copo de tempero "alho e sal", retirei duas colheres cheias e coloquei numa vasilha usada de sorvete. Misturei com água e mexi até o a mistura saturar. Depois, foi só escorrer a água com cuidado e lá estava o alho. Já cortado em mini-pedaços e pronto para fritar. Um pouco da água salgada e um resto de alho ainda misturei na água do macarrão, que ficava pronto. O macarrão ficou com um ponto ótimo. O alho dourou num segundo, numa mistura de óleo e manteiga, onde foi acrescentado o macarrão.
Ainda tive que correr na horta e colher o manjericão, que estava esturricado e quase morto, devido a vários dias sem água ( eu esqueci de molhar as plantas ). O manjericão foi esmigalhado e picado. O orégano veio dos potinhos de especiarias.
Rango dos Deuses.
Um suco de caju, que é o que mais rende ( daqueles de garrafinha ) e a refeição estava completa.
Com direito a repeteco.
Entre mortos e feridos, o Ogro se salvou todo.

O Ogro.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Confraternização 2014

Confraternização de final de ano no Churrasquito do Fred.

Num momento de mais embriaguez que lucidez, tomei para mim e para um amigo a responsabilidade por colocar em marcha os planos de um jantar, mesmo que simples para a turma que se encontra sempre no churrasquinho do amigo Fred, para tomar umas e outras e fazer o tempo passar mais depressa.
No dia anterior ao combinado temperei um pernil com osso de 5,6Kg e coloquei na geladeira para descansar e aderir aos temperos. O gran finale ficou, entretanto para o dia seguinte.
De manhã, comprei  os ingredientes para deixar prontos um arroz "Natalino", um filé ( 5Kg ) ao molho de uvas ou gorgonzola, batatas gratinadas e nosso pernil.
Ao mesmo tempo, seguindo o combinado, uma amiga e um amigo recentes, mas da melhor qualidade preparavam o melhor kibe cru do mundo.
Com a organização que me acomete às vezes e considerando as compras como expediente de trabalho, me lancei às compras antes das 7:30 h e já havia terminado, mesmo passando por dois sacolões, três supermercados e uma padaria, antes das 9:00h.
Na hora do almoço já havia ligações do meu amigo ogrolango para iniciar os trabalhos. Com medo de não encontrar com alguns bons e antigos amigos, como o Dunga e o Lúcio, ainda os convidei para participar, mas só o primeiro apareceu, trazendo toda a sua bagagem culinária, por diversas vezes confundida por "nossotros" como "bichice".
Depois de todos os ingredientes bem picados, como nozes "cortadas" e não trituradas ou marteladas, retiramos os caroços das ameixas ( depois é que vi que devia ter comprado já sem caroço ), cortamos o damasco, o champignon, as passas e misturamos homogeneamente ao arroz já preparado pela secretária Rosária. Depois foi só reservar numa embalagem recém adquirida.


O Dunga foi buscado, pois, como reza a lenda, não transita sem veículo próprio fora do limite da avenida do Contorno. O Ogrolango pegou carona e chegou para o almoço. Pena que o prato do dia era um macarrão requentado, mas de gosto muito bom. No caminho, ainda houve necessidade de comprar alguns ingredientes. Fora a lima da pérsia, que faz bem para redução de colesterol e gordura no fígado, foram adquiridos morangos e pães e especiarias para fazer uma rabanada, oferecida por ogrolango à futura/atual ficante/namorada. Não sabemos o sabor. Só ela teve acesso.

Uma coisa é certa e não dá para entender. Os cachorros se cheiram mesmo. Em alguns momentos de cozinha regada a Strella Galícia, Dunga e Ogrolango já pareciam velhos amigos, apesar de nunca terem se falado. Sabendo que um é o cara mais gozador e sarcástico que existe e o segundo um ranzinza mal humorado que devia chamar zangado ao invés de Dunga, percebi logo: Ou ia ser super bacana ou ia dar merda....Sem meio termo para este pessoal. Ou é briga ou abraço. Deu abraço.
Outra coisa que não dá para entender, é a facilidade de receber e colocar apelido que certas pessoas têm. Acho que nunca coloquei e talvez por isso não os tenha tido. Ou pelo menos não colaram. Uns falavam que eu era bravo, outros que não combinava com nada, outros até que minha tez sizuda e seriedade atrapalharam. Resumindo: Ogrice. Fato é que, com poucos minutos juntos, os dois, que já tinham apelidos consolidados há anos, haviam inventado novos um para o outro.
- E aí, Feliciano? - Disse Dunga em algum momento.
- O que é Bolsonaro? - Retrucou Ogrolango.
O pior é que gostaram, e assim se chamaram a tarde toda.

O pernil não foi o mais difícil. Com uma vasilha própria, comprada para o evento, foi fácil. Primeiro fizemos furos ( Lango fez ) profundos com uma faca ( que foi quebrada ) e inserimos alecrim, tomilho e uma pasta de alho com pouco sal, feita na hora. Depois passamos esta pasta por fora e colocamos no forno baixo ( 180 a 200graus ) por cerca de 5 horas. Uma folha de papel laminado cobriu o pernil na maior parte do tempo e meia garrafa de vinho tinto nas laterais não deixaram que pregasse no fundo. Com mais ou menos 3 horas de cozimento, foram colocadas rodelas grossas de batata salgada ao lado, aproveitando o vinho e a gordura que saía do pernil para dar sabor especial.





Como toda cozinha masculina em primeira viagem, houve tropeços e sobressaltos. A batata foi colocada numa vasilha com água e ficou tempo demais cozinhando, o que a amoleceu excessivamente, impedindo seu salteamento com manteiga, o que era esperado. Ficou mole e com aspecto de "lavagem". Ai começa a discussão. Como reclamei do aspecto, os outros dois reclamaram ( ou os três ). Neste momento, já devia ter chegado o Ogrocuca, seu filho e o cachorro, um pastor alemão ainda com uns 30cm.
- Isso é bichice. Nós vamos comer a batata ou ficar olhando?
- Larga mão, tá ótimo!
Foi o mínimo que ouvi. Entretanto, este não era o compromisso. Com nossos amigos esperando para, no mínimo servirmos algo apresentável, nunca poderia levar algo com aquele aspecto, por mais ogro que seja. Foi então que o Dunga resolveu separar as batatas e fritar, o que salvou o prato, que foi servido entre os dois filés grelhados, cada um com 2,5Kg.
Depois de recuperar as batatas, fomos fazer o molho de uvas, já que o molho de gorgonzola estava pronto. O molho de gorgonzola, que faz sempre sucesso, e que realmente é muito bom, foi aprimorado com o tempo, e hoje tem sua receita baseada em "volume aproximado". Para um certo volume de gorgonzola, adiciona-se volume igual de requeijão cremoso, creme de leite e leite. Depois é só colocar em fogo baixo mexendo sempre até reduzir. O bom mesmo é servir quente, mas também é bom frio.



O molho de uvas já começou com polêmica. Inventei que este molho havia sido retirado da internet, do site da Palmirinha. Foi mesmo para gerar discussão, quebrar o gelo e deixar o clima ainda mais engraçado. Na verdade, minha mãe sempre faz esta receita em eventos. Já há muitos anos.
O Dunga começou reclamando que o molho devia ser feito diretamente junto com o filé, o que me opus, já que serviríamos comida para muitas pessoas, com gostos diferentes, que deveriam escolher qual molho colocar e a quantidade. Depois, reclamou que a uva era verde e o vinho era tinto. Depois que o vinho era "ruim", e que estragaria o molho. Finalmente, reclamou que deveríamos ter comprado creme de leite "fresco".
- Fresco é você, porra! Depois que eu retirar o filé você faz o molho e coloca tudo de uma vez na panela. Falei.
Mas não teve jeito. O molho foi sendo feito na base do "coloca-experimenta", onde o creme de leite seria colocado ao final para não "talhar". No fim ele tinha razão. Depois de açucar para tirar a acidez e pimenta para estabilizar os sabores, ficamos com um belo e aprovado molho de uvas, que foi feito a oito mãos e servido à parte, com o filé. O filé ficou com uma crosta crocante por fora e vermelho e sem sangue por dentro, o que foi o " nosso" ponto. Não sei se dos outros.
De todos os convites e lembretes enviados a todos os amigos do Fred, poucos não compareceram. O Gustavo, a Nana, a Rosa e a Simone tiveram suas ausências sentidas. O resto tava lá, e sem muita confusão consumimos tudo o que foi levado. Acredito que a maioria tenha gostado.
Para os que não gostaram ou reclamaram, nosso retumbante
FODA-SE!!!!!!!!

O Ogro!

OBS: A Márcia e o Pepê levaram o melhor quibe cru do mundo, servido com azeite da melhor qualidade em barquinhas de cebola com rodelas de rabanete ou com pão folha, comprado pelo Ogro Felipe. Nossos agradecimentos.







quarta-feira, 16 de julho de 2014

Coroa de costela


Começamos o ano pensando se outros Ogros existiriam nesse nosso mundinho. O fato é que muitos Ogros apareceram por aqui e alguns dos rangos de Ogro que compartilhamos foram insistentemente motivos de e-mail´s. Alguns reclamaram dos artigos sucintos, outros acharam prolixo. 

Na parte dos ingredientes e das receitas, foram unânimes. Sobrava história e faltava receita precisa.
Não podendo deixar assim, comecei a colocar as receitas mais bem elaboradas e peço desculpas pela falha, ou melhor,

- Vá se danar!!!Boiola.

Com tudo novamente no lugar, aviso que, de hoje em diante, aceitamos encomendas de carnes especiais, conforme nossa tabela inscrita na página inicial sob o nome CARNES ESPECIAIS. Além disso, diminuímos o preços dos molhos especiais que serão um excelente acompanhamento para as carnes sugeridas.

Amanhã faremos uma carne toda especial e que faz parte do nosso portfólio. A Coroa de Costela.


Coroa de costela:

200 ml de vinho branco
Sal a gosto
Pimenta-do-reino
Molho de pimenta
Alho amassado

Faça uma marinada e deixe a carne descansar por pelo menos 6 horas na geladeira. Ou melhor, compra ela temperada na OGROSTORE - CARNES ESPECIAIS.

Para colocar esta carne na churrasqueira, é preciso um pouco de cuidado. Afinal, a carna no entorno da costela é tenra e a parte do lombo tem pouca gordura ( em torno de 2% ), o que pode significar uma carne menos macia e mais seca.
O grande segredo é começar a assar lentamente, na parte de cima da churrasqueira, inicialmente com a parte da gordura virada para baixo, virando depois dela corada, para que a gordura irrigue o lombo. Depois de 20 minutos ( depende do tamanho da peça ), é só colocar no nível da grelha para dourar. Bem perto da brasa são apenas alguns minutos.

Uma boa pedida para acompanhamento são as cebolas assadas com mel. É só pincelar mel nas cebolas e deixar assando na brasa. É claro que deve-se tirar a casca antes, lógico.

O maçarico é uma peça fundamental para dar o tom desta bela carne, afinal, se ficar com algum resto de carne grudada no osso é só passar o maçarico para retirar.


Sirva com tomate cereja.




Amanhã coloco o resultado.

O Ogro.


Leitoa suína

Nada mais Ogro que uma leitoa inteira, não é mesmo?
Este Ogro sempre teve vontade de servir uma leitoa inteira, mas o fato de ser um prato para muitas pessoas sempre foi um fator inibidor.
Ora, como colocar uma multidão dentro de casa para apreciar este prato?
Só depois de muito tempo e em um dia de ócio é que fui achar o leitão baby, aquele pequenininho e com pouca gordura. Me disseram então que já há alguns anos, talvez na esteira das melhorias dos fornos das padarias, este tipo de iguaria tinha ficado mais comum.
Realmente, numa ida ao mercado vi o baby pendurado em dois açougues. Nada tão comum assim, se levarmos em conta que lá existem vários açougues.
Bem, já instruído e num momento onde a peça seria realmente consumida ( o final de ano da empresa ),  resolvi seguir as instruções de outros Ogros mais experientes e pedir para o churrasqueiro preparar. Afinal, se fosse me aventurar, poderia sair errado. Ele foi mesmo na padaria perto e pediu, depois da primeira etapa de preparo, que assassem. Segue a receita tradicional.

Leitoa a Pururuca:

Ingredientes:

1 leitoa baby – 4 a 5 Kg - não passar deste peso.
1 litro de óleo e mais dois copos
3 cebolas picadas
1 copo de vinagre ou vinho tinto
Pimenta-do-reino branca moída a gosto
Tempero mineiro – o da casa – o necessário

Modo de Preparar:
Limpe a leitoa com água fervendo. Misture o vinho, as cebolas picadas, a pimenta-do-reino e o tempero mineiro ( da casa ). Passe esse tempero em toda a leitoa e no seu interior. Se possível, tempere de véspera.Coloque em uma assadeira protegendo o rabo e as orelhas com o papel alumínio para não queimar, Na assadeira, coloque dois copos de óleo e o resto do tempero com um pouco de água. Cubra com papel alumínio. Leve ao forno quente (180 graus ), por uma hora e meia, Molhe a leitoa com o caldo do fundo da assadeira. Quando estiver cozida, retire o papel alumínio e dixe corar. Estando pronta a leitoa, esquente bem 1 litro de óleo em uma panela e jogue sobre a leitoa para pururucar. Se quiser uma pururucada super bacana, é só passar fermento em pó na pele antes de jogar o óleo. Se tiver um maçarico, nos lugares que faltar pururucar é só chegar o fogo.


Os acompanhamentos são para cada pessoa.

Como estávamos fazendo uma festa para mais de 300 pessoas e já tinha arroz, salada, vinagrete, tropeiro e feijão rico, no dia não me preocupei.


O Ogro.





A paella que não houve

Com a intenção de facilitar para os amigos e familiares no que diz respeito à comida, já que o jogo do Brasil e Chile aconteceria às13:00 hs, sugeri ao Ogro dono do Bar em que vemos os jogos fazer uma Paella e ratear para todos os envolvidos, o que inicialmente foi aceito e incentivado.

Assim, depois de montar uma tabela com a quantidade estimada dos ingredientes, fui com um outro Ogro desocupado, o da BMW, ao supermercado fazer uma coleta de preços e estimar o valor para cada pessoa. ficou mais ou menos assim:

Ingredientes para 50 pessoas:


  • Caldo de marisco: 12 cubos
  • Frango( pedaços variados e peito desfiado )1Kg
  • Carne de porco ( lombo )2,5 Kg
  • Pimentão vermelho: 5 unidades grandes
  • Pimento verde: 5 unidades grandes
  • Chouriço: 750 gr
  • Camarão: 2,5 Kg
  • Mexilhão: 1,5 Kg

  • linguiça:1Kg
  • cogumelos: 500gr

  • Ervilhas: 450 g
  • Alho10 dentes
  • Cebola10 unidades
  • Tomate: 12 unidades
  • Azeite: 500 ml
  • Açafrão: 300 gr ( espanhol )
  • Arroz agulha: 2,5 Kg
  • Sal: a gosto.
  • Pimenta: a gosto.
Para uma turma esperada de 40 pessoas, mais ou menos 10, o preço ficou em R$ 15,00, já deixando R$ 5,00 de cada refeição servida para o Ogrofred, nosso anfitrião. Como na hora de me certificar da audiência, alguns amigos acharam caro, no final, nada feito. A paella ficou para uma outra oportunidade.

Ainda bem que pelo menos o Brasil passou de fase. Tomamos todas até às 23:00hs, quando a cerveja acabou.

Graças a deus, agradeceram os fígados dos Ogros envolvidos.

De qualquer forma, segue como fazer este delicioso prato. É só adequar a quantidade para o número de pessoas a servir.  


Preparação

Corte as carnes de frango e de porco em pedaços pequenos. Corte os pimentoes em cubos e o chouriço em rodelas. Descasque os camarões.
Numa panela à parte, aqueça metade do azeite e frite o frango e a carne. Retire e reserve. Faça o mesmo com o chouriço, os camarões e o mexilhão.
Utilize o mesmo azeite para refogar a cebola, o alho, os pimentoes, os tomates e as ervilhas. Tempere com sal e pimenta, deixe cozinhar uns minutos e reserve.
Leve à panela 1,5 l de água com o caldo de marisco e deixe ferver.
Na paellera coloque a outra metade do azeite. Deixe aquecer levemente e junte o arroz, mexendo durante alguns minutos. Junte o açafrão, a água do caldo de marisco e deixe cozer.
A meio da cozedura junte os ingredientes que guardou. Retifique o tempero, tape o tacho, reduza o volume e deixe cozinhar até ficar seco. Decore a gosto e sirva.
No blog da patroa também será possível saber mais sobre a paella. É o blogdadanijacome.blogspot.com.br.
O Ogro.



Virado à Paulista

 Numa tarde de grande preguiça fui obrigado a acompanhar a patroa ao supermercado.

- Inferno!!!!!!

Na verdade não dei nem um pio. O grito foi interno. Enquanto ela colocava os itens de bom preço no carrinho, eu só colocava porcaria. Afinal, por que eu estava ali?

Primeiro peguei um pacote de biscoitos recheados. Olhei para ela que falou só com o olhar:

- E a sua barriga, filhinho? Esqueceu? E a diabetes? - E torceu a boca em desaprovação.

Depois peguei uma bandeja de presunto serrano e o olhar veio de novo..

- E o seu colesterol?

Droga. Não posso pegar nada! Nem olhei para ela quando coloquei no carrinho um pack de garrafinhas de Heineken. Afinal, não queria mais olhares, e também não estava mais nem aí.
De passagem pelo setor de carnes, não vi nada de interessante nas de boi, mas não consegui tirar o olho de uma bisteca, já na bandejinha, mas com uma altura maior que a comum. Salivação à parte, não olhei para ela de novo quando coloquei no carrinho. Quando fingia assoviar e me afastava do carrinho ( saída pela esquerda ), ela comentou:

- Que tal fazer um virado à paulista?
- O que precisa mesmo?
- Ora, se você está levando bisteca, você faz elas na grelha da churrasqueira e eu compro uma couve. o resto tem lá em casa.
Uau, pensei. Tô agradando. Ma não dou o braço a torcer. Fecho a cara e digo:

- Pode fazer. Se for bom, a gente come isso aí mesmo. Se não ficar, a gente come a bisteca com arroz.
- O virado paulista é com arroz, couve, ovo e feijão.
- Então tá, vamos embora?
- Ainda falta ...
- Vamos embora. Depois você compra o resto, poxa. - Cedeu.

Delicioso. Segue como fazer.


Virado à Paulista:

Ingredientes:
100g de bacon picado;
2 dentes de alho picados ou amassados;
1 cebola média picada;
Farinha de mandioca ou de milho;
Pimenta do reino a gosto;
Sal a gosto;
4 xícaras de feijão cozido e ligeiramente amassado.

Modo de Preparar:

Coloque o bacon em cubinhos pequenos  em uma panela e deixe fritar sem óleo. Na própria gordura.
Tire os pedacinhos de bacon já fritos e reserve;
Na gordura que ficar na panela, refogue a cebola e o alho.Quando a cebola estiver transparente, junte o feijão e deixe ferver por uns 10 minutos para que incorpore o gosto dos temperos. Acrescente 2 xícaras de água e sal a gosto. Quando estiver encorpado, junte novamente a farinha, mais ou menos 1 xícara, mexendo sem parar até que tome o aspecto de um pirão grosso. Mexa por mais alguns instantes e apague o fogo. Junte o bacon reservado e mexa bem.

Como acompanhamentos temos o arroz branco, bisteca suína frita ou assada ( a minha foi feita na grelha e demorou um pouco mais de dez minutos para ficar perfeita ), couve refogada, torresmo a pururuca, lingüiça e ovo frito. Alguns colocam banana frita também. É ótimo e combina, mas não é o tradicional. Eu não tô nem aí para isso. Quero é comer bem.













O Ogro.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Calzone

O vestibular aconteceu na data prevista mas as aulas iriam começar depois nas escolas federais naquele ano, devido às greves e às obrigatórias reposições de aulas.

Um Ogro primo e outro amigo se juntaram comigo para uma viagem de divertimento garantido.

Adolescentes, com um certo dinheirinho no bolso, muita testosterona e boca de cabrito, não tem jeito de ser ruim.

Em direção à Bahia, passamos por algumas cidades do Espírito Santo. Por fim, chegamos a Porto Seguro e de tabela Arraial D´ajuda e Trancoso.

Com dinheiro contado, começamos a economizar na comida para sobrar para a cerveja. Coisa comum de adolecente. No restaurante que elegemos como o mais barato e suficientemente bom, as atendentes estavam solidárias com nossa economia. Todo dia nosso prato era o mais cheio e caprichado do restaurante. Nunca vimos tanta fartura comendo prato feito. O dono do restaurante, muito animado e bacana, ainda lancava gozações sobre as atendentes. Meu primo Ogro, o Ogroprimo, bom de bico, ainda trocava olhares com as meninas. Eu queria só comer. Até que um dia veio o prato especial..

Nunca havíamos visto aquilo e depois também nunca mais veríamos. Nos trouxeram um imenso, enorme, quase grotesco Calzone. Aquele pastel assado tipo uma pizza dobrada no meio, mas muito, muito maior do que o maior que já havia visto. Mas o mais inusitado e maluco foi o recheio. Fizeram um maravilhoso macarrão à bolonhesa com quieijo derretido colado na massa super crocante. Ainda procuro lembrar se foi a fome ( o melhor tempero de qualquer comida ), ou se estava mesmo maravilhoso.

O certo é que tudo foi consumido, sem deixar nem meio pedaço para trás.

Isto é mesmo comida de Ogro.

o Ogro.

domingo, 13 de julho de 2014

Lombo de brontossauro

Mais um jogo do Brasil. Mas este não valia nada. Quase impossível haver uma derrota tão humilhante quanto o 7 a 1, mas, como disse um comentarista da FOX no meio do jogo, o inferno tem sub-solo. O término do jogo contra a Holanda por 3 a zero foi o triste fim de uma Copa de altos e baixos, de humores ao futebol.

Enquanto o Brasil se preparava para mais uma partida decepcionante, um bando de Ogros se preparava para assistir o jogo. O combinado era dividir as compras de bebidas e comida para não sobrar nem faltar em excesso. Cada um levou uma carne ou um tira-gosto e sua bebida, mas como sempre, sobrou.

O combinado foi ir toamndo UMA com alguns tira-gostos, aguardando um rango especial preparado pelo amigo Ogro apreciador de veículos e corretor de seguros, o catracogro. Ele chegou mais cedo que o horário combinado para iniciar a preparação do seu famoso prato "Lombo de porco com recheio de pêras", ou no caso, "O Lombo de Brontossauro"..

Com um pacote enorme e equilibrando 4 garrafas de vinho, o catacogro entrou na área de churrasqueira para iniciar o preparo. Este Ogro foi o auxiliar de cozinha. Limpamos a pia e abrimos uma manta de lombo que tinha com certeza 2 Kg e uns 0,50 x 0,40 m. Apesar de nosso cozinheiro ter esquecido alguns ingredientes e o barbante para fechar o monstro, achamos o que faltava com facilidade na cozinha.

Depois de aberta a manta, nosso anti-herói picou duas peras e duas maçâs verdes, passou manteiga na parte interna do lombo, uns 50g e depois passou 200g de requeijão cremoso, espalhou as pêras e as maçâs, picou uns 300g de tiras bem finas de um bacon com muita carne, que fritamos antes de mistar às pêras e maçâs para formar o recheio. Depois de tudo enrolado, passamos o barbante, colocamos em uma travessa tamanho enorme e regamos com meia garrafa de vinho tinto tipo merlot. O restante foi bebido.

Logo que o bacon foi frito e acrescido ao recheio, sobrou aquela gordura cheirosa no fundo da frigideira. com uma quantidade razoável, que teria queser jogada fora. Com o espírito Ogro aflorado, resolvemos fritar uma batata. Descasquei, busquei um prato com papel toalha e iniciamos o processo. quando estava quase pronto, toca a campahinha, e é mais um Ogro chegando. Nos entreolhamos e a vontade foi esconder o prato. Pela dificuldade e poucas opções disponíveis, dividimos. E estava uma delícia, principalmente pois foi servida em pedaços grandes e finos, como uma meia-lua. Grandes goles de cerveja dispersaram o calor, e o churrasco teve início..

O monstro, ou lombo de brontossauro, ficou marinando por algumas horas antes de ir ao forno. Pelo tamanho, calculamos que precisaria de pelomenos duas horas ou duas horas e meia de forno em fogo baixo. E assim fizemos.antes do jogo começar, colocando no forno a180 graus, calculando que ficaria no ponto logo após o jogo, uma boa hora para servir.

Enquanto isso, um tomava vinho e os outros cerveja em quantidade. Na verdade, quem não apareceu perdeu. E não foram poucos. Durante a espera, o catracogro contava suas piadas:

Um homem teve um acidente e seu pênis havia sido decepado. Após uma dica, foi a uma clínica que fabricava próteses penianas fazer uma consulta. Assim que entrou no consultório,o médico foi explicando:

- O sr. sabe que temos vários modelos de pênis para implante?

- não, não sabia.

- pois é, temos o comum, com 15 cm, que custa R$ 10.000,00, o super, com 18 cm, que custa R$ 20.000,00 e o mega-ultra-super-turbo, com 28 cm, que custa R$ 50.000,00. Qual o sr quer?

Depois de pensar durante alguns segundos, o homem respondeu:

- Ora, como nunca tive um grande, acho que vou ficar com o de 28 cm.

- É uma boa escolha, mas o sr. deve consultar sua esposa, afinal, isto também a afeta, não é mesmo? Volte amanhã com a resposta.

No dia seguinte...

- E então, ela escolheu?

- Sim, escolheu. Escolheu reformar a cozinha.

Gargalhadas à parte, terminamos de assistir a mais uma pelada e partimos para a degustação do prato principal, acompanhado de um arroz branco novinho, tomates e batatas.

Simplesmente delicioso.

Durante o dia, ainda tivemos um contrafilé maravilhoso e e uma costelnha com molho de mostarda e mel, mas isto é uma outra história..........

O Ogro.






O Ogro.





sexta-feira, 11 de julho de 2014

Bolo de farofa

Bolo de Farofa

Bolo de Farofa

Ingredientes para o bolo:

.3 xícaras de farinha de trigo
.1 ovo
.1 xícara e ½ de açúcar
.1 tablete de margarina 100 g
.1 colher de sopa de fermento em pó

Ingredientes para o creme

.1 lata de leite condensado
.1 lata de leite comum
.2 colheres de sopa de amido de milho ou farinha de trigo
.1 colher sopa de margarina
.2 gemas
.1 colher sobremesa de baunilha
.1 lata de creme de leite

Modo de fazer

  1. Misture os ingredientes da farofa com as mãos até ficar bem soltinha, reserve
  2. Levar ao fogo o leite condensado, o leite comum, o amido ou farinha, a margarina, as gemas até engrossar
  3. Retire do fogo e coloque o creme de leite e a baunilha
  4. Espere esfriar para fazer a montagem
  5. Untar e enfarinhar uma forma retangular, colocar metade da farofa, o creme já frio e a outra metade da farofa
  6. Levar para assar por 30 minutos mais ou menos

Pulo do Ogro: o bolo está pronto quando as bordas estiverem douradinhas, aí é hora de tirar. A farofa não ficará corada como os bolos normais.

Puxado de outro Ogro em http://www.os-caminhantes.com/search/label/quitutes%20do%20ogro

O Ogro.



OS CORTES SUÍNOS

Não era comum, até pouco tempo atrás, ver cortes comuns entre as carnesde boi e porco. Mas agora, vemos facilmente em qualquer supermercado grande quantidade de cortes iguais.

Durante uma reunião pré-jogo da seleção, resolvemos saborear uma picanha suína da marca Barreirinho, de Sete Lagoas. As peças, sempre com menos de 1Kg, vêm temperadas e então só precisamos cortar em bifes de quase 2cm e laçar na churrasqueira.

Grelhamos de um lado, aguardamos por cerca de 10 minutos, viramos e aguardamos os mesmos 10 minutos para saborear uma carne macia, suculenta e tenra, tostadinha por fora mas macia por dentro.



Regadas a budweiser e cervejas amazon beer, comemos e bebemos muito bem. O molho barbecue com jack daniels caiu muito bemtambém.

O Ogro.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Tábua de Frios


Uma boa tábua de frios tem seu lugar em qualquer final de semana. Só ter que ir a uma boa delikatessem ou a um bom supermercado ou até ao mercadão para fazer compras já vale muito a pena. Eu particularmente não deixo passar um queijo de cabra Président ou um bom gouda. Bacana também é queijo tipo reino tyrolez. Os queijos mais fortes não são comuns na minha tábua, mas podem fazer da de outros, então, veio o gorgonzola. Coisa particular.

Eu mesmo não tenho muito compromisso com facas e tábuas especiais, só com a cerveja ou vinho e com os ingredientes, mas a patroa tem, e tudo sempre sai mais certinho do que o necessário.

Desta vez compramos o pescoço suino cru, chamado Copa, ou comida do imperador, já que o imperador francês Napoleão era um grande apreciador. Além disso, um bom presundo cru ou Jamón, como dizem os espanhóis. O melhor, sem dúvida é o pata negra, mas o de parma não fica para trás. Infelizmente não temos similar nacional com uma parcela sequer da qualidade. Na maioria das vezes, me aventuro pelos salaminhos, preferindo o hamburguês ao italiano. Com umas gotinhas de limão, fica ainda melhor.

Os pães foram o francês original, sem bromato e polvilhado de farinha e dois tipo forma, de centeio e aveia e um australiano, muito forte e escuro. Combinou com o vinho e com a minha cerveja. Só depois, como um bom Ogro, pesquisei o assunto. Segue a pesquisa. Mas não errei nada. A cerveja bebida foi a Warsteiner Dunkel, uma weissbier tipo bock, da melhor qualidade.





A Pesquisa: Como harmonizar queijos e cervejas?

A harmonização consiste em combinar o queijo e a cerveja de acordo com a força do sabor de cada um : cervejas mais suaves combinam com queijos suaves, já as cervejas mais encorpadas com queijos de sabor mais intenso:
  • Cervejas maltadas combinam com queijos maturados e com notas amendoadas;
  • Cervejas delicadas e leves com queijos frescos e suaves;
  • Cervejas mais lupuladas, portanto mais amargas, com queijos mais salgados, acres, mais ácidos;
  • Cervejas fortes e com maior residual de açúcar com queijos azuis.

GRUPO
QUEIJOS
CERVEJAS
Queijos frescos e muito suavesRicota, Cottage, Minas FrescalAmerican wheat beer, Hefeweizen, American   Lagers, Amber Lagers e Munich Lagers
Queijos espalháveis e de mofo brancoMascarpone, Requeijão Camembert e BrieHefeweizen, Premium Lagers, Belgian Tripel,   Pale Ales, Fruit Beers e   Lambic-Fruit
Queijos semi-cozidos e maciosGouda, American, Colby, Monterey jackBrown Ales, Amber Ales, Golden Ales,   Bitters e Belgian Pale Ales, assim como Vienna Lagers, Bocks suaves e Oktoberfestbier
Queijos semi-durosCheddar tradicional, Suíço, Edam, Gruyere, EmentalStrong Bitters, Pale Ales, IPAs, Bocks e Doppelbocks, Strong Ales e a   maioria das Belgian Ales, particularmente asmais frutadas e com trigo
Queijos durosParmigiano, Parmesão, Grana Padano e PecorinoStrong Ales, Doppelbock, Stout e Porter
Queijos azuisRoquefort, Stilton e GorgonzolaCervejas fortes e doces como Belgian Strong Ales, Strong Porters, Barley   Wines, Stouts e Imperial Stouts
Queijos de cabraCaprino romano e FetaIPAs, ESBs, Hefeweizen
Outros queijosMozzarella e ProvoloneCervejas de Trigo,sejam as   Witbier, Hefeweizen ou Doppelweizen
Bom,  agora nos resta fazer um teste prático: convide os amigos, monte sua tábua de queijos e sirva com a cerveja da sua escolha. Se der, harmonize. Se não, dane-se. Toma qualquer uma que isso é uma frescura só....
O Ogro. 


terça-feira, 1 de julho de 2014

Salsicha

Rápido e fácil, uma boa pedida para um lanche sem muita sofisticação é a boa e velha salsicha. Num programa muito bom - Larica Total - já vi malucos fazendo até strogonoff ou estrogonofe, como queiram. Eu, da latinha comia in natura. Hoje já provei de tudo que é jeito, até na pizza. Coisa de bebum.
Mas não é desta que vamos falar hoje. Hoje não estamos aqui para reverenciar a salsicha tipo Viena, mas uma outra, menos conhecida, chamada Bockwurst. Aquela que alguns chamam de salsichão, não deixando de estar certos.
Uma boa cerveja alemã Wolfbrau e, num pão francês, só a salsicha e condimentos.
Não precisa mais nada, precisa?


O Ogro.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Rango de Ogro

02/05/2014

Se engana redondamente quem acha que Ogro come muito e qualquer coisa.

 Ogro sabe o que quer. Compra comida de acordo com o cardápio que ele monta, mas a cozinha é da mulher. Se aventura na churrasqueira, mas se tiver alguém para pilotar, melhor.

Não liga para fritura, gordura e mistura. Não gosta de comidaria, mas de boa comida. Sem frescura, é claro.

Pode se comportar bem em um restaurante fino, mas gosta mesmo é do trivial e simples.

Muita coisinha irrita. É coisa de boiola.


Comida leve:



O Ogro.

Cristal azul

Esta é para Ogro que gosta do Breaking Bad. - 03-05-2014

Uma receita especial, em homenagem ao famoso cristal azul desenvolvido por Walter White!

Ingredientes:

-copos de água-2 a 3 copos de açúcar-Corante alimentício azul

Modo de preparo:
Coloque a água e o açúcar em uma panela em fogo alto, acrescente o corante azul, apenas algumas gotas é o necessário, quando começar a ferver abaixo o fogo e vá mexendo pra engrossar e para não grudar.Quando esse caramelo estiver em uma textura bem consistente despeje em uma forma, e espere esfriar.
Se for diabético, passe longe.

Pronto agora é só quebrar e se deliciar.

Puxado diretamente de http://ogrourmet.blogspot.com.br/

O Ogro.


Embutido de dar água na boca

13/05/2014

Na volta das viagens ao Rio ou a Cabo Frio e Búzios, é comum parar na serra de Petrópolis para uma boquinha. Desta vez Ogros famintos e sedentos invadiram a Casa do Alemão, e sem como conseguir lugar, pelo menos em espaço de tempo aceitável, foram para o concorrente, a Pavelka. 

Parar ali sempre foi obrigatório, e a conhecida fidelidade e aversão a mudanças dos mineiros  prevaleceu e nunca antes o Pavelka havia sido adentrado.

O lugar naquele momento era o contrário do outro. Vaziiiiiiiioooooo, retumbava o eco, vindo lá de  dentro. O,O,O,OOOOO. Fácil achar mesa, cadeira e garçom, mas uma pulga cutucava a orelha de todos.

Ao pedir, um Ogro acostumado com os produtos locais, mas não especificamente daquele, sugeriu o sanduiche de pastrami, um defumado feito com a carne do "peito" da vaca ( não as tetas ), que deve se referir ao mesmo corte da maçã de peito. Não conheciam, mas pagaram para ver. Como ninguém é de ferro, um copo de chopp foi pedido. Depois outros, somente para os não motoristas. Isso deu maior sabor ao prato. Parecia uma Oktoberfest, especialmente feita para fechar com chave de ouro nossas peripécias. Afinal, o que havíamos aprontado em Búzios não estava no gibi. Ficaria para sempre. E agora, fechado com chave de ouro.

O Pastrami, fatiado milimetricamente e passado numa frigideira com manteiga estava com suas voltas sobrando para fora do pão de leite, como que mostrando cheiro e sabor. O queijo prato derretido segurava o pastrami, que ameaçava cair. Somente depois de três rodadas é que resolvemos parar. Afinal, ainda havia muitos quilômetros pela frente.
Isto não nos impediu de tomar de assalto a lojinha ao lado do restaurante para comprar todo o tipo de embutidos, chocolates, biscoitos, doces e balas, como uma horda ainda faminta de Ogros, passando por um vilarejo medieval.

Que nada! Tudo pago e acertado, os Ogros partiram com um sentimento de quero mais,  ansiosos para chegar logo em casa e preparar os produtos comprados. Desta vez sem dividir com ninguém. Não houve surpresa em nosso encontro logo em seguida, inclusive para falar da viagem, quando cada um contou como fez o pastrami, seguindo ou não as recomendações do garçom. 

Enfim, muito entusiasmo e pouco resultado. Ninguém conseguiu chegar sequer aos pés do sanduiche oferecido e todos ficaram a ver navios. Tentamos inúmeras vezes comprar o pastrami e repetir a tentativa, mas nunca deu certo. Hoje apelei. Escrevi diretamente para a empresa que administra a Pavelka e pedi não somente os telefones dos distribuidores no Brasil, como fotos e receitas do famigerado sanduiche. Incluo aqui então, a foto do que fiz, e que ficou faltando uns 20% para chegar ao original. Segue como fazer.

Ingredientes - 2 sanduiches:

Pastrami - O encontrado foi Royal, uma marca do Sul do país. Não recomendamos Sadia, Seara e seus pares. As grandes não fazem os embutidos da forma artesanal, então o gosto não é o mesmo; - 400g ;
Queijo Prato - Foi comprado o queijo prato da marca Tirolez, que é muito bom para outros tipos de queijo, inclusive o Reino e o Gouda - 200g;
Pão de Leite - Comprado fresco diretamente na padaria - Tipo uma bisnaguinha - 50 g cada. Esta deveria ser nossa melhor opção, mas compramos mesmo foi um pão de forma wickbold de Leite.
Manteiga - Por sorte tinha uma manteiga que adoramos, a Aviação. Ainda em lata de lata, esta manteiga usa quase o sobro de leite, em comparação com as outras. É claro que custa o dobro, também. Só para citar lembrei do requeijão deles, que é especialmente cremoso.
Em momento oportuno, vale conhecer estes e outros ingredientes de outras receitas mais a miúde.

Em fogo baixo, derretemos uma colher de sopa de manteiga. Antes da manteiga corar, colocamos o pastrami para dar uma quebrada de temperatura, mas é só, virando uma vez para cada lado, as fatias. Dividimos as fatias em duas pilhas e colocamos as de queijo em cima. Para a manteiga não começar a queimar, passamos um dos lados do pão na manteiga que excedeu. Na próxima colocamos menos manteiga.
Depois do queijo derretido, foi só colocar no pão, partir ao meio e servir. Com uma mostarda amarela e outra escura, não tem nada melhor. 

Só o original!!!

O Ogro. 



O Ogro.